Ansiedade, comparação e autocobrança no empreendedorismo artesanal feminino
- Psicóloga Karen Silva

- 21 de jan.
- 2 min de leitura

Empreender com algo que nasce das próprias mãos é, para muitas mulheres, um ato de coragem e afeto. No empreendedorismo artesanal feminino, não se vende apenas um produto: vende-se cuidado, tempo, sensibilidade, história e identidade. E justamente por isso, emoções como ansiedade, comparação e autocobrança costumam atravessar esse caminho de forma intensa.
Quando o fazer deixa de ser leve
Muitas mulheres começam a empreender no artesanal movidas pelo prazer de criar, pelo desejo de autonomia ou pela necessidade de conciliar trabalho e vida pessoal. Com o tempo, porém, surgem pressões silenciosas: produzir mais, vender mais, dar conta de tudo sozinha, manter presença constante nas redes sociais.
A ansiedade aparece quando o descanso é visto como falha e não como necessidade. Quando o corpo pede pausa, mas a mente insiste em continuar. Para muitas mulheres, parar ainda é sinônimo de culpa.
A comparação que machuca
As redes sociais ampliaram oportunidades, mas também intensificaram comparações. É comum olhar para outras empreendedoras e pensar que todas estão mais organizadas, mais reconhecidas, mais bem-sucedidas.
O que raramente aparece são os bastidores: o cansaço, as dúvidas, os erros, as limitações financeiras, a sobrecarga emocional. Quando a comparação é feita a partir de recortes irreais, a sensação de insuficiência cresce — mesmo diante de conquistas importantes.
Autocobrança excessiva: quando nada parece suficiente
No empreendedorismo feminino, a autocobrança costuma ser ainda mais intensa. Muitas mulheres sentem que precisam provar o tempo todo que são capazes, responsáveis e fortes. Quando algo não sai como o esperado, o erro rapidamente vira culpa pessoal.
Esse ciclo pode gerar medo de errar, perfeccionismo paralisante e perda do prazer em criar. Aos poucos, o negócio deixa de ser espaço de expressão e passa a ser fonte constante de tensão.
Cuidar de si também sustenta o seu negócio
Reconhecer essas emoções não é sinal de fraqueza — é sinal de humanidade. Ansiedade, comparação e autocobrança são respostas comuns em contextos de alta exigência e pouca rede de apoio.
Algumas reflexões importantes:
Cada trajetória tem seu próprio tempo;
Descanso não é improdutividade, é cuidado;
Errar faz parte do processo criativo;
Seu valor não se mede apenas pelos resultados.
Um convite ao cuidado emocional
Cuidar da saúde emocional é também uma forma de fortalecer o seu empreendimento. Quando você se cuida, cria com mais presença, clareza e sustentabilidade.
O acompanhamento psicológico pode ser um espaço seguro para olhar para essas emoções, aliviar a autocobrança e construir uma relação mais gentil com o trabalho e consigo mesma.
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